CACD Inglês

Um artigo sobre prisões nos Estados Unidos na mais recente edição da revista The Economist afirma que

Eric Holder’s ideas for locking up fewer Americans are welcome, but do not go far enough”.

Sabemos que a tradução de fewer nessa frase é “menos”, então será que essa palavra não poderia ser substituída por less?

Se pensarmos em termos prescritivos / normativos, a resposta é não. Segundo essa perspectiva, essa substituição é um erro – aliás, um erro bastante comum:

lessbags

10 items or less

 

fewerorless

A questão é que fewer deve ser usado para quantificar pessoas ou coisas no plural. Veja alguns exemplos do Oxford Dictionaries

People these days are buying fewer newspapers.
Fewer students are opting to study science-related subjects.
Fewer than thirty children each year develop the disease.

Less, por sua vez, é usado com substantivos sem flexão de número (uncountable nouns):

It’s a better job but they pay you less money.
People want to spend less time in traffic jams.
Ironically, when I’m on tour, I listen to less music.

É importante notar, entretanto, que less também é usado com números, quando não acompanhados de substantivos, e com medidas de tempo e espaço:

His weight fell from 18 stone to less than 12.
Their marriage lasted less than two years.
Heath Square is less than four miles away from Dublin city centre.

Assim, o correto seria:

fewer less

 

Vale ressaltar, contudo, que  uma visão menos prescritiva e mais descritiva da gramática tende a aceitar usos como “ten items or less“. É o que vemos, por exemplo, neste vídeo da série Ask the Editor, do Merriam-Webster:

Cheers!

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Diversas são as palavras, expressões e abreviações da língua latina utilizadas em inglês. Um aluno me perguntou como podem ser usadas algumas dessas abreviações vindas do latim e, como o conhecimento dessas abreviações pode ser importante tanto para o TPS quanto para as tarefas de terceira fase, recorro ao New Hart’s Rules (The Oxford Guide to Style) em minha resposta.

e.g.

e.g. é a abreviação de exempli gratia, do Latim, e equivale ao for example em inglês.

Hand tools, e.g. hammer and screw driver

No texto corrido é preferível usar expressões como for example, such as, ou até o mais informal like. Já quando entre parênteses ou em notas, o e.g. é mais aconselhável.

A abreviação é sempre escrita em minúsculas, com as letras seguidas de um ponto e sem espaçamento entre as letras. Não se pode dar início a um período com e.g.

Não é recomendado o uso da vírgula após e.g. para evitar dupla pontuação – apesar de essa vírgula ser comum no inglês norte-americano. Uma vírgula, dois pontos ou travessão são geralmente usados antes da expressão:

different fruits, e.g. apples, oranges, bananas, and cherries.

i.e.

i.e. é a abreviação de id est, do Latim, e equivale ao that is em inglês.

Hand tools, i.e. those able to be held in the user’s hand

No texto corrido é preferível usar that is. Já quando entre parênteses ou em notas, o i.e. é mais aconselhável.

A abreviação é sempre escrita em minúsculas, com as letras seguidas de um ponto e sem espaçamento entre as letras. Não se pode dar início a um período com i.e.

Não é recomendado o uso da vírgula após i.e. para evitar dupla pontuação – apesar de essa vírgula ser comum no inglês norte-americano. Uma vírgula, dois pontos ou travessão são geralmente usados antes da expressão.

viz.

Bem mais rara do que i.e. é a abreviação viz. (do Latim, videlicet). Ela equivale à expressão namely em inglês. Antigamente, enquanto i.e. era usado para introduzir definições e paráfrases, viz. era usado para introduzir listas de itens. Hoje, entretanto, é preferível usar namely ao invés de viz. – ou usar that is para todos esses casos.

etc.

et cetera é equivalente ao and other things em inglês. Deve ser escrito em minúsculas e com um ponto.

A abreviação pode ser precedida de vírgula em uma lista (robins, sparrows, etc.), mas nunca precedida de and. Pode ser usada em listas de no mínimo dois itens e pode ser seguida de qualquer pontuação – menos de ponto final quando usada no fim de um período.

O uso de etc. só é indicado em contextos técnicos e escolares. Em outros contextos, a  sugestão é usar such as ou for example antes da lista e and so on ou and the like ao final da lista (entretanto, note que os Cambridge Dictionaries Online classificam o and the like como informal). Nenhuma dessas expressões deve ser usada com etc.

Por fim, é desaconselhado usar etc. depois de uma lista com nomes de pessoas – nesse caso, é preferível usar as expressões such as ou for example antes da lista.

 

Assista este vídeo, da série Ask the Editor, do Merriam-Webster Online, sobre algumas abreviações do latim que são usadas em inglês:

Cheers!

Um leitor me pergunta se o uso do they na frase que segue está correto:

Everyone does what they must do.”

They está, nessa frase, fazendo referência a everyone. Entretanto, como sabemos, em termos de concordância verbal, everyone é geralmente tratado como terceira pessoa do singular, motivo pelo qual escrevemos, como vemos nessa mesma frase, everyone does e não everyone do. O pronome correto não deveria ser, então, he ou she – ou mesmo it?

O manual New Hart’s Rules, adaptado do The Oxford Guide to Style, afirma que o uso do he para fazer referência a pessoas cujo gênero não está especificado é geralmente considerado ultrapassado e sexista, como no exemplo “every child needs to know that he is loved”. O uso do he or she é preferível e é considerado a melhor solução para contextos formais. Entretanto, como o uso do he or she pode ser cansativo por ser palavroso, o uso do they (como em “everyone needs to feel that they matter”) nesses casos está se tornando cada vez mais aceitável tanto na fala quanto na escrita, especialmente quando faz referência a pronomes indefinidos, como everyone ou someone.

O Oxford Dictionaries diz que o uso do they como uma alternativa ao he nesses casos é corrente desde o século XVIII – e que é esse o uso que o dicionário adota, apesar de he or she também ser considerado uma alternativa válida.

Por sua vez, o The Economist Style Guide (também disponível, porém não integralmente, online) afirma que o plural pode ser utilizado. Por exemplo, “instruct the reader without lecturing him” poderia ser escrito assim: “instruct readers without lecturing them”. É claro que há casos em que utilizar o plural pode não ser tão simples (como em “find a good teacher and take his advice”), casos nos quais os autores do manual não veem problemas em utilizar o masculino – aliás, eles inclusive mencionam que em alguns contextos she pode ser um substituto para he.

Dessa forma, sim, o uso do they está correto nesse caso, assim como estaria o uso do he or she. Sobretudo, é importante evitar estruturas que misturem as referências pronominais, pois isso pode resultar confuso (como em “when someone proofreads their own writing, he or she is able to identify their own mistakes”).

Cheers!

Recebi um e-mail de um aluno perguntando por que o verbo está no plural na seguinte frase:

“As is the case currently, a large portion of these are in Africa”

Essa é uma pergunta a respeito de subject-verb agreement. O Oxford Guide to English Grammar define subject-verb agreement como “choosing the correct singular or plural verb after the subject“.

Geralmente, a regra é: sujeito no singular, verbo no singular; sujeito no plural, verbo no plural. Entretanto, há vários casos específicos, como o caso da questão feita.

Quando o sujeito é composto por palavras que indicam porções (percent, fraction, part, majority etc.), é o substantivo – ou o pronome – da of phrase que segue que determina se o verbo deve estar no plural ou no singular. Se o substantivo estiver no singular, o verbo ficará no singular; se o substantivo estiver no plural, o verbo ficará no plural. Veja alguns exemplos, retirados do Grammarbook.com:

Fifty percent of the pie has disappeared.

Fifty percent of the pies have disappeared.

One-third of the city is unemployed.

One-third of the people are unemployed.

Isso já explica por que o verbo em “a large portion of these are in Africa” está no plural: ele está concordando com these, que também está no plural.

Entretanto, é importante notar algumas particularidades com relação a essa regra específica, principalmente no que diz respeito a quantifiersNesse sentido, o Oxford Guide to English Grammar traz algumas regras, as quais eu organizo na tabela que segue:

Expression

Agreement

Examples

One of

Singular

One of these letters is for you.

A number of

The majority of

A lot of

Plural

A large number of letters were received.

The majority of people have complained.

A lot of people have complained.

The number of

Singular

The number of letters we receive is increasing.

Amount of

Singular

A large amount of money was collected.

Amounts of

Plural

Large amounts of money were collected.

(Fractions)

According to the Noun

Three quarters of a potato is water.

Almost half the plants were killed.

Every and each and compounds with

every, some, any and no

 

Singular

Every pupil has to take a test.

Each day was the same as the one before.

Everyone has to take a test.

Someone was waiting at the door.

Nothing ever happens in this place.

Each followed by a plural subject

Plural

The pupils each have to take a test.

All and some with a plural noun

Plural

All the pupils have to take a test.

Some people were waiting at the door.

None of/neither of/either of/any of+ plural noun phrase

Singular or Plural

(Plural is more formal)

None (of the pupils) has/have failed the test.

I don’t know if either (of these batteries) is/are any good.

No

Singular or Plural

No pupil has failed/No pupils have failed the test.

Cheers!

Sources:

Grammarbook.com

Eastwood, John. Oxford Guide To English Grammar. Oxford: Oxford University Press, 2002.

Foi publicado hoje, dia 10 de julho, o Guia de Estudos do Concurso de Admissão à Carreira Diplomática, versão 2013.

Clique aqui para baixá-lo.

Cheers!

Foi publicado no Diário Oficial da União de hoje, dia 18 de junho, o edital do concurso de 2013. Este ano teremos apenas 30 vagas, sendo duas delas reservadas a portadores de deficiência.

A primeira fase (TPS) acontecerá em 18 de agosto e o formato será o mesmo de 2012: 65 questões no total, sendo 12 delas sobre língua inglesa. A novidade este ano é que além do caráter eliminatório e classificatório do TPS, os candidatos serão classificados apenas até a 100ª posição. O resultado do TPS será publicado na data provável de 10 de setembro.

A prova de inglês, na terceira fase, provavelmente ocorrerá em 27 de outubro e terá o mesmo formato da de 2012: “tradução de um texto do inglês para o português (valor 20,00 pontos); tradução de um texto do português para o inglês (valor 15,00 pontos); redação de um resumo, em inglês,a partir de um texto escrito em língua inglesa (valor 15,00 pontos); e redação, em inglês, a respeito de tema geral, com extensão de 400 a 450 palavras (valor 50,00 pontos)”. Além disso, o edital salienta que “será apenada a redação que desobedecer à extensão mínima ou máxima de palavras, deduzindo-se 0,20 ponto para cada palavra que faltar para atingir o mínimo ou que exceder o máximo exigido. Será atribuída nota 0 (zero) à redação a respeito de tema geral que não se atenha ao tema proposto ou que obtenha pontuação 0 (zero) na avaliação da correção gramatical e da propriedade da Linguagem”. O resultado provisório da terceira fase será divulgado na data provável de 25 de novembro – e o final, em 9 de dezembro.

O resultado final do concurso será divulgado na data provável de 25 de dezembro de 2013.

Quanto ao conteúdo da prova de inglês:

Primeira Fase: 1 Compreensão de textos escritos em língua inglesa. 2 Itens gramaticais relevantes para compreensão dos conteúdos semânticos.

Terceira Fase: 1 Redação em língua inglesa: expressão em nível avançado; domínio da gramática; qualidade e propriedade no emprego da linguagem; organização e desenvolvimento de ideias. 2 Versão do Português para o Inglês: fidelidade ao texto-fonte; respeito à qualidade e ao registro do texto-fonte; correção morfossintática e lexical. 3 Tradução do Inglês para o Português: fidelidade ao texto-fonte; respeito à qualidade e ao registro do texto-fonte; correção morfossintática e lexical. 4 Resumo: capacidade de síntese e de reelaboração em Inglês correto.

Como observações pessoais, a classificação de apenas 100 candidatos para a segunda fase provavelmente elevará consideravelmente a nota de corte do TPS. Quanto à prova de inglês da terceira fase, especificamente, não acho aconselhável interromper os estudos e exercícios práticos nos formatos das tarefas de terceira fase. Primeiramente porque apenas dois meses separam o TPS da terceira fase e esse período pode não ser suficiente para o aprimoramento das diversas habilidades testadas nas tarefas da terceira fase. Em segundo lugar porque a preparação para a prova de inglês da terceira fase pode contribuir para um melhor resultado na prova de inglês do TPS, principalmente no que diz respeito à gramática e ao vocabulário.

Bons estudos e boa sorte a todos!

Cheers!

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A tarefa da Redação pode ser considerada a mais importante da prova de inglês da Terceira Fase do exame, já que ela, pelo menos desde 2007, vale 50% do valor total da prova. A Redação vale 50 pontos, os quais são distribuídos em correção gramatical (20 pontos), qualidade da linguagem (10 pontos) e organização e desenvolvimento de ideias (20 pontos). Dado o peso que a tarefa tem na prova de Terceira Fase e visto que a organização do texto é um critério de correção, é essencial que o candidato saiba escrever um texto coerente e que, para isso, desenvolva a estrutura de seu texto a partir de uma thesis statement no parágrafo introdutório.

Coerência

Para discutir a importância de se desenvolver a argumentação de uma redação com base em uma thesis statement, partimos aqui da premissa que uma redação é um tipo de texto (em sentido amplo) e que um texto só “faz sentido” quando há continuidade de sentidos entre os conhecimentos que são ativados pelas palavras e expressões (De Beaugrande e Dressler, 1996). Quando o receptor do texto não consegue descobrir essa continuidade de sentidos, o texto “não faz sentido”. Essa continuidade de sentidos é o fundamento principal daquilo que chamamos, em linguística, de coerência. Assim, para que o texto seja coerente, é preciso garantir não só que haja continuidade de sentidos ao longo do texto, mas também que o receptor do texto – no nosso caso, a banca examinadora – seja capaz de descobri-la.

Quando usamos palavras e expressões em um texto, os conceitos a que elas remetem e a relação que visamos estabelecer entre esses conceitos são armazenados em nossa mente. Como a capacidade de armazenamento do cérebro é limitada, a melhor forma de tornar mais eficiente esse armazenamento é por meio da integração desses conceitos e relações (De Beaugrande e Dressler, 1996). O receptor do texto pode ter dificuldade em processar ideias e argumentos não esperados porque ele pode não conseguir processar essas ideias como parte de um padrão integrado – e assim precisa armazenar essas ideias separadamente, o que é mais difícil, até que consiga encontrar algum padrão no qual todas as ideias se acomodem e se relacionem. É desejável, portanto, que ao escrever um texto declaremos, logo em seu início e de forma concisa, quais são as ideias com as quais lidaremos no texto e qual é a relação que pretendemos estabelecer entre elas. Essa declaração pode ser feita no parágrafo introdutório da Redação.

A Introdução e a Thesis Statement

A introdução de uma redação argumentativa é a seção em que inicialmente se escreve, de forma mais geral e brevemente, sobre o tema proposto e depois se declara de que forma esse tema será delimitado e abordado ao longo do texto. Essa delimitação do tema – que de alguma forma é o posicionamento do autor do texto com relação ao tema – logo na introdução do texto cria expectativas no receptor do texto, servindo como um guia para que ele acompanhe sua argumentação. É muito comum que essa condensação da argumentação a ser desenvolvida seja encontrada na última frase da introdução, a qual é chamada de thesis statement.

A thesis statement pode ser definida, de forma simples, como a frase que responde a pergunta que você explora em sua redação. Sim, é preciso ter uma pergunta – mesmo que o examinador não faça uma diretamente -, caso contrário o desenvolvimento da argumentação sobre o tema se dará sem um recorte, o que muito provavelmente levará a um texto sem continuidade de sentidos, ou seja, sem coerência. Assim, para que a Redação seja coerente, não basta que ela seja sobre o tema proposto, mas é importante que ela seja desenvolvida com base em uma pergunta que se faz relacionada ao tema.

Pode ser que essa pergunta já venha proposta como pergunta mesmo. Foi o caso, por exemplo, da tarefa da Redação no CACD 2010:

Tarefa da Redação do CACD 2010, tirada do Guia de Estudos de 2011 (p.57)

Fica claro pela análise da tarefa que o tema da redação é “mudanças nas ações do Conselho de Segurança após o fim da Guerra Fria” e que a pergunta a ser respondida é “de que formas, além da mencionada pelo trecho citado, essas ações mudaram?”. A thesis statement deve ser uma frase concisa, localizada no fim da introdução, que responda essa pergunta – e a partir da qual os parágrafos argumentativos serão desenvolvidos. O candidato que teve sua redação publicada no Guia de Estudos de 2011 escreveu a seguinte introdução:

Introdução da Redação publicada pelo Guia de Estudos de 2011 (p.57)

Vemos nessa introdução, nas duas primeiras frases, alguns comentários mais gerais sobre o tema e depois, na terceira e última frase, uma thesis statement objetiva, específica e concisa. Após ler essa introdução, o receptor esperará ler um texto sobre (i) how peacekeeping operations have been enhanced, (ii) which new topics have been introduced at the top of the agenda of the council e (iii) which stiffer verification mechanisms have been conconcted – sendo que cada uma dessas ideias deve ser desenvolvida em parágrafos distintos (leia aqui essa excelente redação na íntegra para ver como o autor desenvolve a argumentação).

Também pode acontecer de a banca examinadora não propor uma pergunta diretamente – caso no qual é aconselhável que se transforme a proposta em uma pergunta para facilitar a elaboração da thesis statement. Foi o que aconteceu, por exemplo, no CACD 2009:

Tarefa da Redação do CACD 2009, tirada do Guia de Estudos de 2010 (p.63)

O tema da Redação era o debate político contemporâneo sobre a migração. No entanto, a banca não queria qualquer abordagem sobre esse tema. Não se esperava, por exemplo, uma redação que respondesse a pergunta “quais foram as situações históricas que levaram aos atuais problema relativos à migração humana?”. É importante que isso seja ressaltado porque entender qual é a pergunta que deve ser respondida é essencial para o desenvolvimento da thesis statement e, em última instância, da linha de argumentação da redação. E a pergunta que deve ser respondida é a pergunta proposta – direta ou indiretamente – pela banca, sob pena de perda de pontos de organização justificada por comentários como:

A pergunta que deveria ser discutida nesse caso era “what are the issues involved in the contemporary political debate on migration?“. O candidato que teve sua redação publicada no Guia de Estudos escreveu a seguinte introdução:

Introdução da Redação publicada pelo Guia de Estudos de 2010 (p.63)

thesis statement fica clara na última frase da introdução, mostrando para o receptor do texto que são três, na opinião do autor, as principais questões relacionadas ao debate – sendo que cada uma delas será desenvolvida em um parágrafo separado ao longo da redação (leia aqui essa também excelente redação na íntegra para ver como o autor desenvolve a argumentação).

Dessa forma, para que possamos garantir que a banca examinadora consiga acompanhar a continuidade de sentidos da Redação – e assim julgá-la coerente – o parágrafo introdutório da Redação deve, inicialmente, conter breves informações mais gerais sobre o tema, e depois uma frase que condensa a resposta à pergunta proposta, frase a qual deverá ser o ponto de partida do texto argumentativo.

A strong thesis statement

Para certificar-se de que você escreveu uma strong thesis statement, pergunte-se:

- Eu sei qual é o tema da redação? Eu entendi qual é a pergunta proposta dentro desse tema, a qual minha thesis statement deve responder? A minha thesis statement de fato responde essa pergunta?

- A minha thesis statement é objetiva e trata de apenas uma ideia principal? Será que ela não está muito complexa, trazendo mais elementos do que eu serei capaz de explorar em uma redação de cerca de 400 palavras?

- A minha thesis statement está específica o bastante, ou está muito geral? (Evite uma thesis statement que fale sobre advantages, disadvantages, causes, problems, effects etc., porém apenas de forma geral, sem especificar quais advantages, causes etc.)

Cheers!

Referências

De Beaugrande, Robert e Dressler, Wolfgang. Introduction to Text Linguistics. New York, 1996, pp. 84 – 112.

Writing Tutorial Services da Indiana University Bloomington (acessado em 26/10/12).

O Blog

Este é um blog com comentários sobre as provas de inglês do Concurso de Admissão à Carreira Diplomática. As opiniões expostas neste blog são pessoais e não possuem qualquer respaldo oficial do CESPE-UnB ou do MRE. Contato: ingles.cacd@gmail.com

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